"O último silêncio é a morte" R. Murray Schafer



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Uma neblina no ar

Uma neblina no ar. Uma sensação estranha presente. Uma aceitação mesclada a uma não vida, um estado de espera por algo que simplesmente não sei, ou, o que pode significar.
Paro e vejo a vista, sinto um refrigério no ar. É como se toda mansidão escondesse em seu interior uma paisagem densa, pesada, escura e negra. Algo que não se pode ser visto e apreciado.
Volto os meus pensamentos para o que sinto, para o que vejo, para o que está diante de mim. Não há sol, não há nuvens brancas e engraçadas, pelo contrário, vejo apenas o cinza, carregado de águas, que em breve, cairão sobre a terra, deixando o clima úmido, numa sensação ainda mais perturbadora e desagradável.
Mas penso, após o temporal, tudo continuará, ou melhor dizendo, tudo passará. Outro dia virá, outro temporal e assim a vida seguirá seus dias até o seu derradeiro e inevitável fim.

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